quarta-feira, 3 de junho de 2009

Upload ou download - que você é?

O Don Tapscott, autor de Wikinomics pergunta a certa altura do livro: e você? é upload ou download.


Me lembro de uma cena do filme Sociedade dos poetas mortos em que o John Keating, professor revolucionário fala uma frase para um outro professor que adora fazer citações de outros autores.


A frase é boa e o professor curioso pergunta: - Essa frase é de quem? John com cara de orgulhoso fala: John Keating.


A diferença entre os dois é que o John é upload. O outro é download. Só repete o que os outros falam.


Os dois têm valor, claro. O downloadeador ajuda a repassar as coisas que os outros já falaram.


Mas quem é que vai mudar o mundo?


Tenho uploadeado algumas coisas na vida. Pensado diferente a respeito de coisas que vêm sendo feitas da mesma maneira há anos. E tenho conseguido mudar a fatia de mundo que eu tenho autonomia pra ajudar a mudar.


images


E você? O que tem concluído e divulgado por aí que só você pensa? Ou de um jeito que só você pensa?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Experiência que ninguém pode resistir! Sorvete, veja antes que derreta!

Dica maravilhosa do Alexandre Romero, grande fonte de coisas impagáveis, regional ABC da Ponto de Referência.

Sorveteiro

Depois me diz o que achou...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

½ Ambiente – como usar Ecologia Empresarial para fazer o da sua empresa ficar inteiro?

O ambiente das empresas não tem nada a ver com a verdadeira razão pela qual ela deveria ter sido criada que é a famosa, mas não praticada, razão social. As empresas deveriam existir para garantir que quem trabalha nelas tivesse orgulho de trabalhar e produzir porque acharam que vale a pena. Não porque são mandados, mas porque se sentem tão bem que retribuem com muito carinho e suor. Mas não é assim. O fim – sem querer fazer trocadilho – das empresas de ½ ambiente é lucro, resultado e retorno rápido de investimento. Nesse “mindset” como a galera adora dizer, todos acabam dirigindo seus julgamentos e esforços no lucro pelo lucro: o que vale é o dinheiro e o resto que se exploda. Isso cria 1/2 ambiente de verdade. Não inteiro. Todo mundo então parte para os controles, controles, controles, controles. Controle pra ver se a pessoa gerou o número que devia. Não ações de ajudar as pessoas a quererem fazer o número. Os líderes de ½ ambiente não  confiam que as pessoas possam ter vontade própria, auto-gestão. Então se põem a mandar, mandar, mandar.

6-12-2009 11-33-53 AM

Como resolver isso? Aí começam os paliativos, os modismos para tentar resolver o problema. Ao invés de se encarar de frente, com liderança de verdade, começa-se a dar voltas, usar subterfúgios para tentar melhorar os indicadores. Para medir os indicadores: pesquisa de clima de empresa. Que cá pra nós é a tentativa mais furada de melhorar. Me engana that I like total. Os caras respondem a uma pesquisa de um jeito que mascara a verdade dos fatos. Claro, sempre se tira alguma conclusão: o departamento A tem clima melhor que o B. Criam-se indicadores. Números para falar de sentimentos. E ao final, cada pecador, para pagar a má ação que gerou o clima ruim, tem que cumprir a penitência de olhar para os números da pesquisa de clima e ajoelhar. A grande verdade é que clima na empresa não se mede por indicadores, e não se conserta com pesquisa. Ele é retratado por sorrisos verdadeiros, olhos que brilham e gente que elogia generosamente a empresa onde trabalha para as pessoas mais íntimas. E melhorado com liderança de verdade. Gente que gosta de gente mesmo quando as pessoas tenham problema. Esse é o componente fundamental de Ecologia Empresarial. Que por sua vez é a ciência que prega que quem gera lucro é gente. E se gente não for respeitada e bem tratada quando merecer, muda de emprego, atende mal, trata mal o colega, não tem ideias jamais, rouba, não duvide, rouba. Como diria nosso nobre parlamentar: tá se lixando. Você é um bom líder? Ou ½ líder? Faça a sua pesquisa de clima de verdade. Pergunte para um cara da sua equipe que você respeita e aprenda com ele a melhorar. Se ele o elogiar, parabéns. Se ele o criticar, aprenda. Depois pergunte para o outro, o outro, o outro. Ao final você vai ser um ser melhor.

Comece agora. Já!

Deu no Financial Times - Homens são macacos, então não fique querendo gerenciar esses caras

Não é brincadeira não. O autor Charles Jacobs escreveu um livro falando sobre isso. Entre outras coisas ele fala do que significa na vida da gente esse papo de alguém sempre querer ser o macho alfa do seu espaço. Ou  será que é todo mundo?

O nome do livro é Why Feedback Doesn’t Work and Other Surprising Lessons From the Latest Brain Science.

Instiga a gente a pensar na nossa liderança.

Clique, veja, use e abuse

Law of the jungle: we remain 98 per cent chimp, even in the office

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ainda NY - vídeo que gravei lá... resumo do que aconteceu na feira

Clique, veja, use e abuse

Depressão empresarial – a cura!

O mal do século
Mais do que a gripe ex-suína ou a crise do mercado financeiro o mal do século das organizações foi detectado numa pesquisa do Boston Medical Group, aquele que cuida da impotência, não o Boston Consulting Group: - -
- Quanto mais a organização cresce, mais o dono ou diretor de qualquer negócio tem dificuldade de saber o que acontece lá na ponta.
A coisa mais comum que acontece nas empresas é alguém lá perto do consumidor dizer: será que o homem lá em cima não tá vendo isso que tá acontecendo? A verdade é nua e crua: Não tá! Os donos e diretores de empresas não sabem o que acontece de verdade. Sabia quando a empresa era pequena e eles abriram a primeira lojinha e conheciam todos os funcionários pelo nome. Ou nas grandes organizações na época saudosa do start up. Todo mundo tem saudades do start up. Nos dois casos, fase boa: todo mundo sabia de tudo.
Antes era firma, depois virou corporação. Antes era empregado, depois virou colaborador. Na firma o dono sabia de tudo. Na corporação e em cada unidade de negócio é diferente. Negócios grandes, consciência pequena, intimidade zero.

Admitindo a doença
Uma vez, falando com o Michel Levy, criatura maravilhosa que era vp comercial da TIM eu disse que, pra um certo projeto dar certo, ele teria que fazer como o Moisés: abrir o Mar Vermelho que existe entre quem manda e quem atende o cliente. Não sei se a figura de linguagem é mar vermelho ou buraco negro ou depressão, mas que é isso que mata os negócios ah, isso é.
O cliente “sofre” todas as táticas e estratégias que as empresas ardilosamente planejam e executam.
O que o Cliente “sofre”, a ponta sabe, se indigna contra, mas os que acham que sabem não descem do seu pedestal para ouvir as verdades da organização. O grande e maior problema é que enquanto os problemas não se resolvem, o Cliente experimenta o que a empresa faz, e quando não gosta, cai fora.
Então vamos entender quem sabe o que: quem está na ponta sabe tudo. Quem está no meio sabe, mas na grande maioria das vezes, esconde de quem deveria saber e não toma as medidas para melhorar. E quem está na matriz muitas vezes prefere não saber. Afinal, quase tudo que tem que ser melhorado é coisa da matriz. E dá trabalho. Então fiquemos naquele me engana que eu gosto.
Os caras que estão em cima, que mandam, não se dão conta dessa história e acabam gastando o tempo em coisas irrelevantes para o negócio. E não vão ouvir os que sabem, fazem, pensam, poderiam ajudar, mas não o fazem porque muitas vezes não são chamados a opinar. Isso causa o que achei bom chamar de depressão empresarial.

Da depressão ao ânimo
Depressão na vida real é falta de sinapse entre os neurônios. Na empresa a depressão é a falta de comunicação entre duas baias. A companhia do futuro é aquela em que todos ouvem todos. Como? Ouvindo o do lado, que ouve o do lado, que ouve o do lado. Os caras hoje em dia, ao invés de levantar da cadeira, mandam sms pro do lado. Essa onda de sinapses recompostas na empresa ajuda a fazer todo mundo contribuir para que o outro se sinta no mínimo ouvido – o que já seria precioso em qualquer comunidade – até na família da gente. Mas o maior produto é que os problemas que estão acumulados vão se desfazendo, sumindo quase por milagre, só porque quem falou se aliviou e quem ouviu tomou consciência daquilo que o Cliente sofre.
Tá na hora das corporações pararem com a imbecilidade de dividir a empresa entre quem faz e quem pensa. Já era hora de saber: todo mundo faz e todo mundo pensa. Se a sua empresa não faz isso, vai rolar aquela reunião de entrega de Rolex pra quem tem 30 anos de casa. O cara que ganhou o Rolex, lá da produção, poderia ser do call center, é chamado a falar: - Discurso! Discurso! Encorajado pelo pleito, ele fala.
- O que eu queria dizer? Bom o que eu queria dizer é que a empresa está me dando um adorno para a única parte de mim que eu usei o tempo todo aqui. O braço. Eu tinha tantas idéias e tantas informações na minha cabeça e nunca me perguntaram ou me deixaram falar o que eu pensava. Eu queria ter ganho uma coroa!